Filmes
09-10-2009 ////////
Bastidores de "Flordelis"
Entrevista com Anderson Corrêa, um dos diretores do filme
Como surgiu a ideia?
A idéia surgiu a partir do momento que fui apresentado ao Marco Antonio (outro diretor) por um amigo. Nos conhecemos na casa da Flordelis, trocamos ideias e falei que estava me formando em cinema. Marco me propôs a participar de um projeto que já tinha passado por sua cabeça, fazer um vídeofilme, estilo curta metragem, com duração de dez a quinze minutos, para vender no formato DVD e captar recursos e verba para compra da casa de Flordelis.
Quando você conheceu a história de Flordelis?
Pois é, conheci em um papo informal, em 2005, através de dois amigos. Logo um deles fez questão que eu visse com meus próprios olhos. Quando cheguei lá, vi que tudo aquilo fazia sentido, era real e fascinante. Sai de lá fui buscar informações através da Internet e comecei um contato mais próximo da família.
Como os atores foram convidados para participar do filme?
Como era um curta a ideia inicial, Marco pensou em chamar atores e atrizes que já conheciam a história da Flor e que já haviam ajudado de alguma forma. Os primeiros atores contatados já eram parceiros, já apoiavam a Flordelis de forma social beneficente, como: Alinne Moraes, Fernanda Lima, Cauã Reymond, Isabel Filardis, Ana Furtado, Guilherme Berenguer e Sergio Marone. Eles toparam, sem sequer ler o roteiro. O elenco inicial fez questão de chamar seus colegas, outros atores. Na verdade, acho que o elenco não foi convidado, eles mesmo se convidaram.
Qual foi o clima da filmagem?
Iniciamos as filmagens com mais ou menos 18 pessoas, era o ideal para dar inicio a um curta. As filmagens foram de acordo com os horários ou agenda dos atores. Tínhamos em mãos um elenco estrelar, todos estavam em trabalho ativo gravando novela na Globo, por isso o projeto já começou de uma forma meio atípica, onde não filmávamos em dias seguidos, nem com um plano e cronograma de filmagem exato. A partir de certo ponto, não teve jeito, começamos a trabalhar até 18 horas por dia.
Onde as cenas foram gravadas?
Inicialmente, como era tudo pequeno, começamos na própria garagem da casa da Flor, em Jacarepaguá. Com pequenos e poucos recursos e pouco espaço físico também tentamos transformar uma garagem em um estúdio. Lá iniciamos as filmagens dos depoimentos. Fizemos o máximo e o possível para transformar uma garagem em um cenário de favela, até o chão cobrimos com terra e barro batido. O projeto foi tomando vida própria, artistas começaram a chegar querendo colaborar no projeto e partimos para locações externas. Filmamos na própria favela do Jacarezinho, entre becos, vielas, linha do trem e até a ex-casa de Flordelis, onde tudo começou, 20 anos atrás. Filmamos também na Central do Brasil, no aterro do Flamengo, em um hospital infantil em Niterói, e por fim em uma comunidade em Curicica, Jacarepaguá.
Qual a expectativa para a estreia?
Tenho grandes expectativas em relação a ser um sucesso e até mesmo a números de bilheteria. Talvez não por ser um filme com elenco estrelar ou pela qualidade e sim pela fidelidade da obra, pelo simples fato de mostrar realmente a história de uma mulher que quebrou paradigmas e venceu barreiras.
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