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Belowars

12-03-2010 ////////

Belowars

Da mesma produtora de Brichos, animação de 2008 não tem data para ser lançada comercialmente

A forte concorrência de filmes estrangeiros por espaço nas salas de exibição não é um obstáculo apenas para as películas nacionais rumo ao circuito comercial. Filmes infantis de animação produzidos por aqui também enfrentam o problema diante do poderio das gigantes Pixar e Dreamworks. É o caso de “Belowars”, que conta a história de Baita, menino pobre que deseja aprender a arte da guerra.

Baseada no livro “Guerra Dentro da Gente”, do poeta, escritor e faixa preta de judô Paulo Leminski, a animação em 2D da produtora curitibana Tecnokena já foi exibida em diversos festivais nacionais e internacionais desde que foi finalizada, em 2008 - entre eles o Anima Mundi e o China International Animation and Digital Arts Festival. Apesar dos elogios recebidos e do sucesso de “Brichos”, trabalho anterior da empresa, a chegada de “Belowars” aos cinemas e o lançamento em DVD, previstos para 2010, ainda são uma incógnita.

Diretor das duas animações, Paulo Munhoz conta que está aguardando uma boa oportunidade para lançar o filme com recursos próprios tanto nos cinemas quanto em DVD. “A vantagem é que animação não envelhece”, diz ele, que admite a dificuldade de fazer frente às superproduções americanas devido às limitações tecnológicas e orçamentárias: “As crianças não se preocupam com a questão técnica, formam um juízo a partir da história contadada e da empatia com os personagens. Mas os adultos, que levam as crianças ao cinema, se impressionam mais com isso. Podem ir a um filme apenas porque custou caro”.

Enquanto a oportunidade não aparece, o diretor trabalha em seu novo projeto, chamado provisoriamente de “A Floresta é Nossa”. A animação é protagonizada pelos personagens de “Brichos”, que aparecem remodelados. “A qualidade técnica será superior à de ‘Brichos’ pois estamos caprichando mais, fazendo com calma. Enquanto ‘Brichos’ levou um ano para ficar pronto, já estamos trabalhando em ‘A Floresta é Nossa’ há um ano e meio e o filme só deverá ser finalizado em 2011”, conta Munhoz.
 

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